A grande sacada para MOTIVAR PESSOAS – Dica de Livro

Motivar Pessoas x Treinamento de Golfinhos  

 Eu recebo muitos pedidos de pessoas falando: “Me indica um livro; que livro posso ler…”, e eu leio bastante, adoro ler e tem muitos livros que impactaram minha vida, então, quero fazer uma série com livros importantes em minha vida, livros que realmente fizeram a diferença.

E quero começar essa série com essa indicação: “Don’t Shoot The Dog”, autora Karen Pryor, que é uma treinadora de golfinhos do “SeaWorld”, em Orlando nos Estados Unidos.

“Mas não é de PNL esse livro? ”. Tem tudo a ver! A parábola do golfinho é muito usada nos ensinamentos e cursos de Programação Neurolinguística. E como funciona?

A Karen diz no livro que o golfinho é diferente de outros animais como cachorro, gato, leão, tigre, porque ele não aceita punição. Nós sabemos que é muito comum em treinamentos, o animal ser punido quando não faz a coisa certa.

Mas se você for punir o golfinho, ele não responde mais. A única forma de se treinar um golfinho é com reforço positivo. E como fazer?

Os treinadores deixam o golfinho em um tanque. O treinamento é feito enquanto tem plateia, então os golfinhos são levados para a área de exibição. E eles começam dando alguns peixinhos pra ele, pra criar o rapport, a conexão com o golfinho.

Imagine um golfinho que nunca foi treinado, por exemplo, toda vez que ele coloca a cabeça pra fora d’água, o treinador toca o apito e dá um peixinho pra ele. A ideia é pra que o golfinho tenha o entendimento de que a ação dele lhe rende uma recompensa. Então toda vez que colocava a cabeça pra fora, tocava-se o apito e ele ganhava um peixinho, e isso se repetiu algumas vezes e o golfinho foi levado de volta ao tanque. E isso era feito de duas a três vezes por dia.

Quando se percebe que o golfinho tem o entendimento da recompensa, os treinadores param de dar o peixinho. O golfinho coloca a cabeça pra fora algumas vezes e nada de peixinho. E de repente o golfinho coloca a cabeça pra fora de um outro jeito, diferente do que vinha fazendo e aí o treinador toca o apito e ele ganha o peixinho!

Toda vez que o golfinho faz alguma coisa além do que ele vinha fazendo, o apito é tocado e ele ganha um reforço positivo, um peixinho. E isso se repete por volta de 15 exibições. A única coisa que o golfinho sabe é que aquele comportamento lhe rende um peixinho, ele relaciona o comportamento ao peixinho.

E é justamente por volta da 15ª exibição que o golfinho tem a sacada de que fazendo algo a mais a recompensa acontece. Em uma só exibição ele faz três, quatro, cinco movimentos novos, por exemplo, a pirueta. Como ele modelou isso? Através do reforço positivo!

“Esse livro não é pra mim, eu não sou treinador de golfinho! ”. O reforço positivo pra nós que somos humanos, funciona da mesma forma, é muito mais forte, mais motivador que a punição. O homem sim aprende com a punição, mas quando ela acontece, a pessoa não está fazendo mais que a obrigação.

Quando você usa o reforço positivo nos seus relacionamentos ou com você mesmo, com seus filhos, seu coachee, seus alunos, seus amigos, seu cônjuge, você estabelece um novo tipo de relacionamento.

E um reforço positivo não é necessariamente um peixinho, um presente. Um simples elogio, um complemento, um reconhecimento: “Olha, eu observei que você teve esse comportamento, eu gosto disso. ”, simples assim, basta fazer isso pra ser um reforço positivo: “poxa que bacana, ele observou isso! ”.

Era comum quando a criança fazia a coisa certa o seguinte comentário: “Não fez mais que a obrigação”, quando fazia a coisa errada, paulada nele! Bronca, castigo, etc. Mas a coisa não funciona tão bem assim.

Lembra disso: quando a pessoa tem um comportamento que você gosta e você quer que ela repita esse comportamento, elogie, reconheça, chame a atenção pra isso, porque as vezes a pessoa não sabe que fez: “olha, eu observei que você fez isso e eu gostei, foi bacana. ”

A pessoa vai ganhar o dia dela e a vontade dela de receber novos elogios vai aumentar, ela vai repetir esse comportamento, até o momento em que isso ficará comum. E você não irá mais ficar repetindo a mesma coisa: “olha, eu observei que você fez isso e eu gostei, foi bacana. ”

O que acontecerá? A pessoa irá ter um outro comportamento pra receber um outro elogio, mais um reforço positivo.

Outra coisa importante sobre o treinamento dos golfinhos. No início, os treinadores dão o peixinho sem o merecimento, mesmo que não tenha um novo comportamento. Isso acontece para gerar um relacionamento, porque é tudo muito novo para o golfinho.

Você pode fazer isso, mesmo que a pessoa não esteja fazendo nada de espetacular, você pode ir lá e elogiar. Pense em alguma coisa que você goste ou admire nela e elogie. Dê um “peixinho não merecido”, mas dê, isso vai criar esse relacionamento de confiança e não vai deixar a outra pessoa frustrada, legal?

Essa é a dica de livro de hoje: “Don’t Shoot The Dog”, Karen Pryor, primeiro da série que eu indico daqueles que fizeram alguma diferença na minha vida e que eu uso. Infelizmente não tem em português e se você quiser comprar na Amazon em mp3 pra ouvir o audiobook também é uma opção.

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Até a próxima, valeu!

André Sampaio

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