Como Aumentar seu Autocontrole

Como Aumentar seu Autocontrole e o Experimento do Marshmallow

Estava lendo uma entrevista com o Dr. Walter Mischel, que é o criador do teste do “Experimento do Marshmallow”.

Ele fez esse experimento na década de 60 e foi o pioneiro nessa área de estudo do autocontrole. Foi interessante.

Ele tinha filhas de três, quatro e cinco anos e ele não conseguia entender como as filhas queriam as coisas na hora, aquela necessidade de gratificação instantânea, elas não podiam esperar um pouco, tinham que ter na hora.

Ele, muito curioso, procurou entender, procurou fazer experimentos com crianças para entender o comportamento das próprias filhas. Ele pegou um grupo de crianças e colocou na frente de uma mesa, sentada com um prato com Marshmallow, eram crianças de três a seis anos.

E disse: “A regra é a seguinte: você pode comer o marshmallow agora! Eu vou dar uma saída e por volta de 15 minutos eu volto, quando eu voltar se você não tiver comido o marshmallow, se você esperar os 15 minutos eu vou te dar 02 marshmallows! Então a regra é simples, você pode comer um agora ou dois daqui a pouco! ”

Curiosamente as crianças mais novas não queriam saber, já comiam na hora. As mais velhas tinham estratégias apesar de ficar olhando o marshmallow, ficavam sentindo o cheiro e pegando, tentando beliscar um pouquinho, dava pra ver a agonia na cara delas, mas algumas conseguiam efetivamente esperar os 15 minutos pra ganhar os 02 marshmallows depois.

Essa experiência aconteceu há 50 anos, o Dr. Walter Michel tem 86 anos hoje, e ele acompanhou essas crianças do experimentou original, por muitos anos. A cada 10 dez anos ele ia fazendo o follow-up dessas crianças e ele reparou que as crianças que tinham um autocontrole, que conseguiam esperar pelos 02 marshmallows, se tornaram adolescentes com menos problemas, mais calmos, mais tranquilos. Os outros que eram imediatistas eram reportados pelos próprios Pais como crianças mais problemáticas, mais difíceis de comportamento.

Essas crianças que tinham um maior autocontrole elas se tornaram adultos melhores, estudantes melhores com notas melhores nas provas, conseguiram se graduar em faculdades melhores, tiveram melhores empregos e conseguiram ganhar mais dinheiro.

Inclusive o peso; a massa corporal dos que tem autocontrole era menor, ou seja, eram mais magros. Os que não tem autocontrole tendiam a ser mais gordos.

Mas o interessante desse experimento é que ele reparou que as crianças que tinham autocontrole tinham estratégias, elas desenvolveram de alguma forma estratégia. Ele reparou que essas estratégias que eles usavam poderiam ser modeladas e transferidas; poderiam ser ensinadas.

Então, ele começou a ensinar outras crianças as estratégias que as crianças que tinham autocontrole usavam e as outras crianças começaram a ter mais autocontrole; por isso foi provado que autocontrole é aprendível, a gente pode aprender a ter mais autocontrole.

Ele fez um outro experimento. Em vez de colocar o prato com o marshmallow na frente, ele colocou uma foto do marshmallow.

Falou assim: “Olha, se quiser pode comer esse marshmallow agora, bate o sininho aqui e fala que eu trago o marshmallow! ”

A criança ficava olhando a foto e não tinha tanto desejo assim, não tinha aquele impulso pela gratificação instantânea. Quando ela olhava o prato do marshmallow ela ia lá e comia; se ela olhasse a foto ela aguardava mais.

Ele achou interessante. A foto não dispara o gatilho da impulsividade, não era um gatilho tão forte assim! “Poxa vida, se a gente ensinar as crianças ou as pessoas que quando o prato estiver na frente, imaginar que aquilo não é real. ”

Imagina uma borda nesse prato de marshmallow, imagina que ele é uma foto. Em vez de você imaginar que ele tá lá na tua frente, você imagina que ele é uma foto, ou seja, você troca a submodalidade daquilo que você tá enxergando. A sua representação interna da realidade que é o prato de marshmallow.

Ele ensinou as crianças a trocarem isso: a submodalidade, simplesmente colocando uma borda imaginando que aquilo é uma foto.

Eu tenho certeza que você já faz isso quando você vê uma foto de uma praia gostosa e você já se imagina na praia e começa a sentir calor, até suar, ou vê uma foto de neve, nessas revistas de viagem já fica até com frio!

A gente consegue trabalhar essas submodalidades dentro da nossa cabeça e transformar toda a nossa realidade. Então ele ensinou essa estratégica mexendo com submodalidades. É uma estratégia simples de se ter mais autocontrole.

Mais um exemplo que eu posso te dar é quando você tem uma comida favorita. Vamos supor que é uma pizza, aí você olha aquela pizza…já começa a salivar! Grau de desejo dessa pizza: “Nossa, essa pizza é oito…porque não nove? Porque ela tá um pouco fria! ”

Ah! tá, quer dizer se eu mexer a submodalidade temperatura da representação; se eu imaginar que ela tá mais quente aumenta o desejo!

Então, imagina que ela tá gelada. Eu olho assim…hum! Ela tá gelada! Agora tá cinco o desejo que eu tenho de comer essa pizza! E o que eu posso fazer pra tornar essa pizza menos desejável?

“Coloca manjericão aí! Agora foi pra três!”

O que mais você pode fazer pra tornar essa pizza menos desejável? “Ah! põe massa grossa…” então agora o desejo tá um!

Percebe, você pode mexer as características pra tornar ela menos desejável! Pode fazer a imagem ficar menor, como a gente falou, cria uma moldura, imagina que é uma foto, ela fica menos desejável!

E pra ficar indesejável, o que você pode fazer? “Hum…esse queijo aqui, começou a criar um bolorzinho!” Nossa! Agora é menos cinco, repugnante!

Então a gente pode usar submodalidades pra alterar essas informações que a gente recebe que na verdade são gatilhos que vão ativar o nosso Cérebro Límbico. Pelo que o Dr. Walter ensina ele fala que o cérebro tem duas partes:

Tem a parte do Cérebro Límbico, que é a parte quente, que é essa coisa que é automática, que são as emoções, que está sempre buscando gratificação instantânea.

E tem a parte fria que é a parte racional. O problema é que a parte racional ela é de ativação lenta, ela demora muito.

Então, esses gatilhos ou impulsos, ativam rapidamente a parte quente e a gente reage automaticamente. É curioso que ele perguntava para as crianças pra saber se as crianças tinham noção do que elas estavam fazendo.

“Olha, você pode comer um agora, mas se esperar um pouquinho, come dois! ”; O que uma criança inteligente faria?

“Ah…uma criança inteligente esperaria um pouco pra comer dois!”.

Muito bem, ele notou que as crianças entendiam a razão da coisa. Logicamente entendiam que comer um não é vantagem! A vantagem é esperar pra comer dois! E o que você vai fazer então?: “Ah, vou comer agora, dane-se! ”

Percebe, como é desconexo isso, era a parte quente do cérebro falando: “Eu quero comer agora! ”, o racional: “Que se dane!

A gente faz isso, a gente sabe que a coisa não é boa pra gente, sabe que não é o melhor pra gente, mas mesmo assim a gente faz. Por que? Porque a gente não tem esse autocontrole, não consegue conectar o racional com o emocional, com o Cérebro Límbico.

Então é isso, essa é uma estratégia de submodalidade, uma estratégia de autocontrole.

E no próximo post, eu vou ensinar pra você uma outra estratégia, uma técnica de PNL que é o “Swish Pattern”, que é muito utilizado pra alterar comportamento indesejados, hábitos ruins.

Mas isso vai ficar para o próximo post!

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Valeu e até a próxima!

André Sampaio

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